|
About | Contact | Mongabay on Facebook | Mongabay on Twitter | Free newsletter |
|
|
Será a palmeira de óleo a próxima ameaça emergente á Amazônia? Rhett A. Butler e William Laurance March 31, 2009
Introdução A Palmeira de óleo é uma das plantações em mais rápida expansão no mundo [1]. Apesar da recente crise econômica, a crescente procura por palmeira de óleo permanece um importante condutor do desflorestamento no Sudeste da Ásia [2], especialmente na Indonésia e na Malásia onde mais da metade toda expansão da palmeira de óleo de 1990 a 2005 ocorreu ás custas da floresta nativa [3].
O potencial de expansão da palmeira de óleo na Amazônia Uma constelação de fatores está contribuindo para um crescimento potencialmente dramático da agricultura da palmeira de óleo (Fig. 1) na Amazônia Brasileira, que contem cerca de 40% das florestas úmidas tropicais remanescentes. Primeiro, o potencial biofísico para a produção de palmeira de óleo na Amazônia parece ser enorme. Analises preliminares da temperatura, chuvas e variáveis de solo sugerem que quase metade da Amazônia Brasileira—quase 2.3 milhões km2—são apropriados para o cultivo de palmeiras de óleo, uma área bem maior que a disponível para cana de açúcar e soja mecanizada [4]. As palmeiras de óleo preferem regiões de baixa elevação nos trópicos úmidos [5] e é tolerante a solos altamente ácidos (pH de 4.0), como aqueles que estão por toda a Amazônia [7; 8]. Novos cultivos estão sendo desenvolvidos com alta resistência á mangra (tal como a “doença da amarelidão”) e outras patogenias. A palmeira de óleo já esta sendo estabelecida em ampla escala na Colômbia e Equador [5; 9], e plantações viáveis, incluindo o estado de Agropalma de 40,000-hectare (http://www.agropalma.com.br), que já existe no Brasil. Se o Brasil fosse explorar a Amazônia para a palmeira de óleo, seria de longe o maior produtor de palmeira de óleo do mundo [4] (Tabela 1).
Terceiro, o Brasil já é líder atual na produção de biocombustivel, usando a cana de açúcar para produzir grandes quantidades de etanol para automóveis. A noção de que isso poderia se transformar agressivamente em um segundo reino de biocombustivel—usando a palmeira de óleo para fazer biodiesel—tem grande apoio político e publico [15]. O Brasil já está considerando uma lei [15] que permitiria plantações de palmeiras de óleo na Amazônia Legal para contra como o requerimento de que os proprietários de terra devem ter para manter uma “reserva legal” de floresta (no momento, os proprietários de terra na Amazônia são requeridos ter 80% de suas propriedades como floresta apesar de que essa lei é raramente reforçada; [16]). O Ministro da Agricultura do Brasil estima que essa medida, juntamente com outros incentivos, poderia impulsionar á área dramaticamente sob a palmeira de óleo—através da dobra de 100, de 60,000 á 6 milhões de ha— se transformando na maior onde de desenvolvimento da região [15].
Implicações para a Conservação Nós temos muitas preocupações sobre os potenciais impactos ambientais da agricultura de palmeiras de óleo na Amazônia (veja [1; 3; 5] revisões recentes). Entre os mais importante está a forte tendência dos proprietários de terra de estabelecer as plantações de palmeiras de óleo em terras de floresta primária (Fig. 3, Fig. 4), quando disponíveis ao invés de estabelecer em terras degradadas ou já previamente desmatadas [3]. Fazendo isso, os proprietários podem reter lucros imediatos das colheitas de Madeira da floresta primária [1]. Esses lucros são frequentemente cruciais para compensar os gastos com o estabelecimento da plantação e manutenção durante os 3-5 anos iniciais até que as plantações de palmeiras de óleo se tornem produtivas. Essa realidade econômica esta em direto contraste com as recentes sugestões do Ministro do Meio Ambiente do Brasil, Carlos Minc, de que a expansão da palmeira de óleo na Amazônia estaria concentrada em terras previamente desmatadas [15]. Um problema relacionado é que mesmo se as plantações fossem de alguma forma restritas ás terras desmatadas na Amazônia, muitas dessas áreas estão ativamente sendo usadas para produção agrícola. De fato, deslocando os atuais proprietários de terra poderia simplesmente empurrar as terras agrícolas e a produção de gado cada vez mais para as fronteiras, ajudando a manter fortes pressões para conversão da floresta em áreas remotas [1]. Tal deslocamento já está ocorrendo em grande escala na Amazônia com os grandes agricultores de soja comprando e deslocando muitos rancheiros e pequenos agricultores [19; 20]. Entre as grandes preocupações esta o fato de que as plantações de palmeira de óleo são biologicamente pobres, mesmo se comparada a florestas fortemente desmatadas nos trópicos [1; 3; 5; 21; 22]. Na Malásia peninsular, por exemplo, Koh & Wilcove [3] descobriram um declínio de 77% nas espécies de aves e um declínio de 83% nas espécies de borboletas na plantações de palmeiras de óleo, se comparadas com floresta de velho crescimento. Dentre todas as regiões pesquisadas, as plantações de palmeiras de óleo contem apenas 15% de espécies de plantas e animais encontrados em florestas tropicais primarias. [1]. Monocultura de palmeira de óleo também requerem uso de inseticidas, herbicidas, rodenticidas, e fertilizantes que entram em córregos e causam sérios impactos sobre a biodiversidade aquática [1]. Portanto, grandes expansões de palmeiras de óleo poderiam funcionar como desertos biológicos e contribuir para a fragmentação de florestas remanescentes e a degradação de habitats aquáticos.
Finalmente, a expansão em larga-escala de palmeira de óleo reduziria a eficácia das iniciativas atuais de conservação na Amazônia. Em particular, levando em consideração a demanda por terras e preços, a expansão iria reduzir a viabilidade dos pagamentos pelos serviços do ecossistema, tais como as compensações de carbono, que proveriam incentivos para os proprietários de terra deixarem a floresta intacta [27-30]. A expansão da palmeira de óleo poderia, por exemplo, ter um impacto negativo e imediato sobre as iniciativas de conservação das florestas no estado Brasileiro do Amazonas, que tem sido um líder no uso de pagamentos de compensação de carbono para promover a conservação por proprietários em pequena escala. Medidas Políticas Como a semente oleaginosa com o mais alto rendimento do mundo, a palmeira de óleo pode gerar altos retornos financeiros e maiores quantidades de óleo vegetal por unidade de área do que a soja, cultivo predominante na Amazônia. As plantações de palmeiras de óleo também tipicamente empregam mais trabalhadores do que os agricultores de soja ou criadores de gado. Portanto, se a palmeira de óleo pudesse de alguma forma ser restrita á terras em desuso (sem deslocar antigos proprietários de terra para as fronteiras da floresta), A região Amazônica se beneficiaria mais economicamente e ambientalmente do que sob a expansão da soja ou dos pastos de gado. Como discutido acima, no entanto, lembramos tal cenário benigno como sendo improvável. No entanto, alguns impactos ambientais da expansão da palmeira de óleo sobre a Amazônia poderiam ser reduzidos com medidas eficientes de abrandamento. Melhor fiscalização das leis ambientais existentes no Brasil—incluindo a manutenção das reservas de floresta legal e zonas riparianas em terras privadas—poderia limitar a expansão de palmeira de óleo nas florestas primárias. Tais esforços poderiam ser ajudados por novas iniciativas Brasileiras para reduzir o desflorestamento [31] e para procurar financiamento internacional e para desenvolvimento sustentável [32]. Como discutido acima, no entanto, os proprietários de terras têm grandes incentivos econômicos para explorar florestas primarias para plantações de palmeiras de óleo que serão maiores ainda se tais plantações forem permitidas valer como o requerimento legal do proprietário de manter parte de sua propriedade como cobertura florestal nativa. Isto, juntamente com os assustadores desafios logísticos envolvidos no monitoramento e fiscalização da vasta fronteira Amazônica [33], significa que os esforços para restringir as plantações de palmeira de óleo apenas a áreas previamente desflorestadas será uma batalha difícil. O comportamento dos produtores de palmeira de óleo na Amazônia poderia ser influenciado por ambos os lados. Como por exemplo, o governo Brasileiro poderia desenvolver incentivos financeiros, tais como empréstimos a juros baixos e facilidades de impostos, para desenvolvedores responsáveis que restringem suas plantações á terras agrícolas ou abandonadas, desmatadas antes de uma data especifica. Os pagamentos pelos serviços do ecossistema para os proprietários de terra seriam útil, particularmente quando o estoque de carbono é aumentado pelo estabelecimento de palmeira de óleo em pastos abandonados. De outro lado, esta a influencia das organizações ambientais que poderiam pressionar as corporação que compram palmeira de óleo produzida de forma não sustentável da Amazônia ou de outro lugar qualquer [34]. A moratória atual sobre a produção da soja nas terras da Amazônia desflorestas após Outubro de 2006 poderiam servir de modelo(http://www.abiove.com.br).
Conclusões A agricultura de palmeira de óleo poderia em breve ser a maior ameaça emergente á Amazônia. Juntamente com a massiva expansão da criação de gado na Amazônia [38] e a soja [13], poderia gravemente aumentar os incentivos econômicos favorecendo a destruição das florestas da Amazônia. Interesses de conservação devem se preparar para lidar com este novo desafio, que poderia potencialmente ter sérios impactos econômicos, sociais e ambientais. Particularmente urgente é a necessidade de confrontar as recentes declarações políticas e corporativas no Brasil de que a expansão massiva da palmeira de óleo ocorreria quase que exclusivamente em terras previamente desflorestadas sem ameaçar os ecossistemas nativos—um argumento claramente dissociado da realidade econômica e biológica. Conhecimento Nós agradecemos a Lian Pin Koh, David Wilcove, Emily Fitzherbert, Carlos Peres, Corey Bradshaw, Susan Laurance, Sérgio Abranches, e quarto referências anônimas pelos comentários de grande utilidade no manuscrito. Agradecemos á Marcela Mendes pela tradução desse trabalho para o Português. [1] Fitzherbert, E.B. et al. 2008. How will oil palm expansion affect biodiversity. Trends Ecol Evol 23: 538-545. [2] Wakker, E. 2004. Greasy palms: The social and ecological impacts of large-scale oil palm plantation development in Southeast Asia. Friends of the Earth, London, UK. [3] Koh, L.P. and Wilcove, D.S. 2008. Is oil palm agriculture really destroying tropical biodiversity? Conserv Lett 2: 1-5. [4] Stickler, C., Coe, M., Nepstad, D., Fiske, G. and Lefebvre, P. 2008. Ready for REDD? A preliminary assessment of global forested land suitability for agriculture. Woods Hole Research Center, Massachusetts (http://whrc.org/BaliReports/assets/Bali_ crop_suitability.pdf). [5] Donald, P.F. 2004. Biodiversity impacts of some agricultural commodity production systems. Conserv Biol 18: 17-37. [6] Mantel, S., Wösten, H. and Verhagen, J. 1997. Biophysical suitability for oil palm in Kalimantan, Indonesia. Report 2007/01, ISRIC-World Soil Information, Plant Research International, Wageningen, Netherlands. [7] Rao, I.M., Zeigler, R., Vera, R. and Sarkarung, S. 1993. Selection and breeding for acid-tolerance in crops. BioSci 43: 454-465. [8] Baligar, V.C. and Fageria, N.K. 2006. Soil acidity impact on nutrient use efficiency and yield sustainability of crops. Abstract, World Congress of Soil Science (http://www.ars.usda.gov/research/publications/publications.htm?SEQ_NO_115=187 467; 9 July). [9] WRM. 2001. The bitter fruit of oil palm: Dispossession and deforestation. World Rainforest Movement, Montevideo, Uruguay. [10] Butler, R. and Conway, S. 2007. Could peatlands conservation be profitable? Jakarta Post (22 August; http://old.thejakartapost.com/yesterdaydetail.asp?fileid=20070822. F07). [11] Koh, L.P. 2007. Potential habitat and biodiversity losses from intensified biodiesel feedstock production. Conserv Biol 2: 1373–1375. [12] USDA. 2007. Indonesia: Palm oil production prospects continue to grow. USDA Foreign Agricultural Service (http://www.pecad.fas.usda.gov/highlights/2007/12/ Indonesia_palmoil/; 31 December). [13] Laurance, W.F. et al. 2001. The future of the Brazilian Amazon. Science 291: 438- 439. [14] Fearnside, P.M. 2005. Deforestation in Brazilian Amazonia: history, rates and consequences. Conserv Biol 19: 680–688. [15] Salomon, M. 2008. Carlos Minc decide plantar dendê na Amazônia. Folha de São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u435185.shtml; 25 August). [16] Laurance, W.F., Albernaz, A., and Da Costa, C. 2001. Is deforestation accelerating in the Brazilian Amazon? Environ Conserv 28: 305-311. [17] --- 2008. Felda plans plantations in Brazil. NST Online (4 July; http://tinyurl.com/c4ahfc). [18] --- 2008. Felda estate in the Amazon. NST Online (7 July; http://tinyurl.com/chqaod). [19] Morton, D.C. et al. 2006. Cropland expansion changes deforestation dynamics in the southern Brazilian Amazon. Proc Nat Acad Sci USA 103: 14637–14641. [20] Nepstad, D.C., Stickler, C.M. and Almeida, O.T. 2006. Globalization of the Amazon soy and beef industries: opportunities for conservation. Conserv Biol 20: 1595-1604. [21] Peh, K.S.-H., de Jong J., Sodhi N.S., Lim S.L.-H. and Yap C.A.-M. 2005. Lowland rainforest avifauna and human disturbance: persistence of primary forest birds in selectively logged forests and mixed-rural habitats of southern Peninsular Malaysia. Biol Conserv 123: 489–505. [22] Peh, K.S.-H., Sodhi N.S., de Jong J., Sekercioglu C.H., Yap C.A.-M. and Lim S.L.-H. 2006. Conservation value of degraded habitats for forest birds in southern Peninsular Malaysia. Divers Distrib 12: 572–581. [23] Eggleston S., Buendia L., Miwa K., Ngara T. and Tanabe K. 2006. 2006 IPCC guidelines for national greenhouse gas inventories. Institute for Global Environmental Strategies, Hayama, Japan. [24] Rafli T.P., Usher G. and Niles J.O. 2007. Reducing carbon emissions from deforestation in the Ulu Masen ecosystem, Aceh, Indonesia. The Provincial Government of Nanggroe Aceh Darussalam, Fauna and Flora International, and Carbon Conservation, Aceh, Indonesia. [25] Gibbs, H.K., Johnston, M., Foley, J., Holloway, T., Monfreda, C., Ramankutty, N. and Zaks, D. 2008. Carbon payback times for crop-based biofuel expansion in the tropics: the effects of changing yield and technology. Environ Res Lett 3, doi:10.1088/1748- 9326/3/3/034001. [26] Fargione, J., Hill, J., Tilman, D., Polasky, S. and Hawthorne, P. 2008. Land clearing and the biofuel carbon debt. Science 319: 1235–1238 [27] Niesten, E.T., Rice, R.E., Ratay, S., Paratore, K., Hardner, J., and Fearnside, P. 2004. Commodities and conservation: The need for greater habitat protection in the tropics. Center for Applied Biodiversity Science, Conservation International, Washington, D.C. [28] Borner, J. and Wunder, S. 2007. Payments for avoided deforestation in Brazil: Some emerging initiatives. Presentation at ‘The Political Economy of Avoided Deforestation’, UNFCCC Side Event, Bali, Indonesia. [29] Fearnside, P.M. 2001 Soybean cultivation as a threat to the environment in Brazil. Environ Conserv 28: 23-28. [30] Butler, R.A., Koh, L.P. and Ghazoul, J. 2009. REDD in the red: palm oil could undermine carbon payment schemes. Conserv Lett (in press). [31] Hirsch, T. 2008. Brazil to act over acceleration in deforestation. The Telegraph (24 Jan; http://www.telegraph.co.uk/earth/earthnews/3322911/Brazil-to-act-overacceleration- in-deforestation.html) [32] Hirsch, T. 2008. Brazil launches rainforest fund. BBC News (1 Aug; http://news.bbc.co.uk/2/hi/americas/7538480.stm) [33] Laurance, W.F. 2008. Can carbon trading save vanishing forests? BioSci 58: 286- 287. [34] Butler, R.A. and Laurance, W.F. 2008. New strategies for conserving tropical forests. Trends Ecol Evol. 9: 469-72 [35] Clay, J. 2004. Palm oil. World agriculture and the environment: A commodity by commodity guide to impacts and practices. Island Press: Washington, DC, USA [36] Falcy, F.R. and Estades, E.F. 2007. Effectiveness of corridors relative to enlargement of habitat patches. Conserv Biol 21: 1341-1346. [37] Koh, L.P. 2008. Can oil palm plantations be made more hospitable for forest butterflies and birds? Journal of Applied Ecology 45: 1002-1009 [38] Kaimowitz, D., Mertens, B., Wunder, S. and Pacheco, P. 2007. Hamburger connection fuels Amazon destruction. Tech. Rep., Center for International Forest Research, Bogor, Indonesia. [39] USDA 2007. Commodity Intelligence Report - Brazil Soybean Update. Foreign Agricultural Service (30 Mar; http://tinyurl.com/37mfzh). [40]Almeida, 0. T. de and Uhl, C. 1995. Developing a quantitative framework for sustainable resource-use planning in the Brazilian Amazon. World Development 23: 1745-1764. [41] Peters, C.M., Gentry, A.H., and Mendelsohn, R.O. 1989. "Valuation of an Amazonian Rainforest," Nature 339: 655-656 [42] Carter, J.C. 2007. Personal communication [43] Grimes, A. et al. 1994. Valuing the rain forest: the economic value of nontimber forest products in Ecuador," Ambio 23: 405-410. [44] Saatchi, S. S., Houghton, R. A., Dos Santos Alvalá, R. C., Soares, J. V. and Yu, Y. (2007). Global Change Biology 13: 816-837 [45] Capoor, K. and Ambrosi, P. 2008. State and Trends of the Carbon Market 2008. World Bank, Washington, D.C. (May; http://tinyurl.com/5rnwfn) [46] Butler, R.A. 2007. Is the Amazon more valuable for carbon offsets than cattle or soy? Mongabay.com (17 October; http://news.mongabay.com/2007/1017- amazon.html). [47] World Bank 2009. Commodity Price Data (26 Feb; http://tinyurl.com/ddxper) [48] USDA 2009. Production, Supply and Distribution Online. Foreign Agricultural Service (1 Jan; http://www.fas.usda.gov/) [49] Cubbage, F. et al 2007. Timber investment returns for selected plantations and native forests in South America and the Southern United States. New Forests 33: 237-255
Tags: pt-news marcela mendes Environmental news index | RSS | News Feed | Twitter | Home Advertisements:
|
|
|
DON'T LIKE ADS? Become a mongabay supporter WEEKLY NEWSLETTER RECENT FEATURES
POPULAR PAGES Photos
CALENDARS
BOOKS BY MONGABAY AUTHORS
FREE WEEKLY NEWSLETTER
HIGH RESOLUTION PHOTOS / PRINTS
|
| | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Copyright mongabay 2010 Carbon dioxide (CO2) emissions generated from mongabay.com operations (server, data transfer, travel) are mitigated through an association with Anthrotect, an organization working with Afro-indigenous and Embera communities to protect forests in Colombia's Darien region. Anthrotect is protecting the habitat of mongabay's mascot: the scale-crested pygmy tyrant. |